A doutora do amor

Não basta ser veterinária, tem que ter coragem e amor.

Ela é aquela que arrisca a vida para salvar animais vítimas de crueldade.

Tantos salvos por suas mãos e por seu coração…

Cavalos, ovelhas, porcos, cães, bezerros, gatos, gavião, gambazinhos fofinhos…

Seu nome é Heloisa Marinho.

Mas também poderia ser Heloisa Carinho.

Ou Heloisa Força.

Quantas vezes ela se desdobrou em força pra colocar em pé um cavalo abandonado doente, magro, vítima de crueldade…

Seja noite, seja domingo.

Sempre é hora de salvar.

Mudou a vida de muitos animais.

E muitas vezes sem receber nenhum centavinho por isso…

   E viajou muito para salvar animais em Mariana-MG.

Sua clínica foi invadida de compaixão em forma de mantimentos e medicamentos.

E nossa conversa poderia se estender por muitos dias…

Mas encerramos com esse olhar, o olhar de quem se sente amado, ainda que com dor e medo.

Menininho, resgatado após ter sido deixado em uma valeta, desprezado e ignorado por uma sociedade que precisa despertar.

E que muitos profissionais se inspirem na doutora do amor.

Até a próxima conversa.

Gratidão.

O beijo de Durga

Durga é uma cachorrinha resgatada em situação extrema de magreza e com uma barriga que pesava mais do que ela. Havia seis Durguinhos lá dentro.

Dois dias depois de resgatada, ela deu à luz seus filhinhos no quarto da Coelha, que sou eu. E vocês não fazem ideia da delícia que é acordar de madrugada com o som do nascimento.

Durga, no hinduísmo, é a potência de força feminina que ordena o caos, define possibilidades e manifesta a vida no universo. Destruidora do mal, a tudo enfrenta, mas é também serena, doce, é mãe protetora.

Durga, no Santuário é a presença amorosa e forte na passagem dos cavalos resgatados, vítimas de crueldade, que têm suas vidas abreviadas.

Durga está lá quando a morte se manifesta. Durga é a poesia acolhedora.

Durga é alegria que dissipa o mal. Durga beija todos os cavalos que se despedem da vida. Ora debaixo de um céu de estrelas, ora com o sol abraçando nossos corações.

E Durga beijou Vitório, Rubi, Menininho e Compassivo. Os quatro equinos resgatados em situação de profundo esgotamento. Durga os auxiliou no caminho para a luz. Na ascensão no amor…

São muitos relatos que envolvem a presença de Durga, mas o mais tocante na alma é a da passagem do Compassivo.

Misteriosos são os desígnios espirituais que nossa alma de repente (nem tão de repente) começa a trilhar. Já contei e recontei a história da enfermeira do Santuário, a Durga. Mas não cabe em mim, transborda. Tantos momentos dolorosos, mas lindos, temos vivido. Esse é um desses.
Compassivo ainda estava nesse tempo e espaço. Se despedindo…
Eu lhe dava os últimos pedaços de maçã. Doce. Como as lágrimas que caiam. Como o beijo de Durga. Durga insistia que ele ficaria. Eu sabia que era a partida. Para uma terra sem dor.
Só amor. Mas Durga insistia. E eu a abracei. Acolhi. Choramos. Cada uma ao seu modo
E Compassivo se foi…
Beijado por Durga. E por minhas lágrimas. Que são as lágrimas de todos nós. Que desejamos liberdade a esses seres subjugados, açoitados, escravizados.
Essa é a uma história real. Esse sofrimento existe. Que as autoridades de nosso país
saibam ouvir esse grito sufocado. E sentir o beijo de Durga.


Os animais estão nesse mundo para nos ajudar a recuperar o amor que está escondido dentro de nós.

Os animais e a consciência de si e do mundo

Muitos acreditam que os animais são seres sem consciência, por isso inicio esse canal de comunicação apontando experiências que tenho tido com várias espécies de animais que podem auxiliar na percepção da consciência animal.

Um ser consciente é um ser senciente, ou seja, capaz de sentir, de ter experiências boas ou ruins.

Mas vamos falar um pouco tecnicamente, afinal, nem só de amor vive o mundo, né?

Em  2012, na Universidade de Cambridge, no Reino Unido, um importante grupo internacional de especialistas das áreas de neurociência cognitiva, neurofisiologia, neuroanatomia, neurofarmacologia e neurociência computacional reuniu-se para reavaliar os substratos neurobiológicos da experiência de consciência  e os comportamentos relacionados a ela, tanto em humanos quanto em animais.

E a Declaração de Cambridge diz o seguinte:

“A ausência de um neocórtex não parece impedir que um organismo experimente estados afetivos. Evidências convergentes indicam que animais não humanos têm os substratos neuroanatômicos, neuroquímicos e neurofisiológicos dos estados de consciência juntamente com a capacidade de exibir comportamentos intencionais. Consequentemente, o peso das evidências indica que os humanos não são os únicos a possuir os substratos neurológicos que geram a consciência. Animais não humanos, incluindo todos os mamíferos e aves, e muitas outras criaturas, incluindo os polvos, também possuem esses substratos neurológicos”.

Veja, não é a protetora vegana quem diz, mas a comunidade científica!

Os animais não humanos sentem e têm consciência de si, como nós humanos.

São seres que manifestam expressões de dor, alegria, amizade, afeto…

Não são coisas!

Nesse blog você vai perceber isso que estou dizendo…

Vamos falar e mostrar carinhas lindas de várias espécies de animais vivendo de forma harmoniosa.

Animais resgatados, vítimas de crueldade e exploração que diluíram dor e ascenderam no amor.

Vamos falar de nossa amizade.

Momentos engraçados.

E alguns de muita emoção

Sinto muito, vamos fazer você chorar um pouquinho

Veja se esse moço não é uma belezura?

Você consegue olhar e ainda acreditar que ele não tem consciência e que não  manifesta vontades como nós humanos?

Ele é o Bento, é um bode, mas ele não gosta de ser tratado assim.

Ele gosta de ser apresentado como o Cabra, o Cara, o Bento.

Bento é a personificação da alegria, um dos seres mais expressivos que já conheci…

Falarei mais dele e de outros animais em breve…

Até.